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Dados de cadastro no RIOCARD – usuários preocupados.

Problema no RIO DE JANEIRO

Muitos cariocas que possuem bilhete único ficaram apreensivos com as seguidas prisões de membros do alto escalão do governo do RIO DE JANEIRO, bem como de empresários do ramo de transportes coletivos, entre eles Jacob Barata. Há anos que dados como CPF, endereço e filiação, instituição onde estuda, fotografia e até o registro da impressão digital fazem parte do cadastro do sistema de bilhetagem eletrônica da cidade.

Moradores de cidades de todo o Estado do Rio de Janeiro, como Niterói, Nova Iguaçú e São Gonçalo tem seus dados cadastrados no sistema.

o SITE RIOCARD.INFO levanta essa questão em momento importante. Com o surgimento de sites como o TUDO SOBRE TODOS, que fornecem mediante pagamento dados como profissão, endereço e até nomes de vizinhos de qualquer pessoa que tenha CPF, muitos desconfiam que seus dados registrados em algum órgão público ou conveniado, como o sistema em questão, foram vendidos por quem deveria resguardá-los.

DADOS dos USUÁRIOS

O sigilo dos usuários do sistema de transporte da cidade do Rio de Janeiro é uma questão de enorme importãncia. No mundo de hoje listas com dados pessoais que incluem dados de deslocamento e até renda familiar valem muito dinheiro. Com uma lista completa uma grande empresa tem como saber em que shopping moradores de determinado bairro costumam ir, qual o horário que preferem sair de casa no final de semana e outros dados muito úteis para empresários que traçam perfis sociais de segmentos populacionais.

Com os dados do uso do RIOCARD as empresas tem como saber até a rotina dos usuários, a que hora normalmente saem de casa e em que momento retornarão.

A emissão e  distribuição dos cartões bilhete único é feita pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor). A entidade congrega pelo menos 10 sindicatos e reúne a maior parte das empresas de ônibus do Estado do RIO DE JANEIRO.

A coisa é preocupante e não para no RIO, pode se estender à bilhetagem eletônica de sistemas de outros estados. Afinal, muitos já têm certeza que o poder público está corrompido em todas as esferas, federal, estadual e municipal.

PROViDÊNCIAS TOMADAS

O que os cariocas esperam agora é que o poder público investigue se os dados não estão sendo comercializados para empresas que revendem dados pessoais para agências de marketing ou mesmo pessoas físicas com intenções duvidosas. Mesmo após o eventual CANCELAMENTO do RIOCARD os dados permanecerão no sistema, o que significa que o ex-usuário permanecerá eternamente com a "pulga atrás da orelha".

Segundo o site CHUPADADOS: "Não há qualquer norma que garanta a segurança e privacidade dos dados pessoais dos passageiros no Rio de Janeiro”, diz Flávio Siqueira Junior, advogado especialista em direitos difusos e coletivos . “Por ser um serviço público concedido à iniciativa privada, as regras deveriam estar bem claras, para evitar que as empresas tenham uma carta branca para fazer o que quiserem com essas informações". 

De R.Silva – Publicado em RIOCARD.INFO

Acessar o SITE do ALUNO RIOCARD

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